ALMANAQUE INFO APRESENTA

MULHERES BARBADAS

 

Madame Clemente Delait (1865-1939) foi uma das mais celebres das mulheres barbadas. Francesa, vivia dos rendimentos que a exibição do seu volumoso sistema piloso lhe proporcionara, principalmente no café que montara em Thaon-les-Vosges e que se chamava "Café da Mulher Barbada". Ai vendia ela não só refrescos como cartões ilustrados com o seu retrato ora de pé, ora no seu carrinho puxado por um pônei (figura ao lado).

Os fenômenos de Hipertricose , termo médico usado para descrever excesso de pelos no corpo humano, são menos freqüentes nas mulheres do que nos homens, mas o caso da senhora Delait não foi uma exceção, porque sempre houve mulheres barbadas.

O fenômeno também é classificado como Hirsutismo, ou seja, desenvolvimento exagerado de pelos, cabelos ou buço, em correlação com distúrbios das glândulas endócrinas (supra-renais).

Os historiadores da antiguidade apontam outras mulheres com esses distúrbios, como Semiramis, a grande rainha dos assírios.

Santa Paula de Avila, santa Wildegforthe, eram lindas criaturas que indiscretos amorosos cortejavam muito de perto; para se libertarem desses importunos, pediram a Deus que as tornasse feias, e Deus que nada lhes podia recusar ouviu-as e deu a uma e a outra barbas que bastaram para torná-las irreconhecíveis.

Algumas mulheres da época da Renascença ou do século XVII tinham barba no queixo, notadamente Ana de Vaux, a heroína lillense que foi lugar-tenente no regimento de Mercy.

Na Áustria, no reinado de Maria Tereza, uma mulher barbada, cujo nome o Almanaque Info fica devendo, ascendeu ao posto de coronel de hussards. E só não foi general porque a imperatriz, a quem revelaram que o coronel era uma mulher, a obrigou a deixar o serviço e envergar vestuários femininos.

A senhora Delait, falecida em 1939, não deixou prole; em compensação, Lisa Schoeffer, mulher barbada de Hamburgo, que, dizem, era muito bonita, teve quatro filhas, não menos lindas que as mãe, mas com a vantagem da ausência de barbas.

Em via de regra, as mulheres barbadas eram cobiçadas por empresários do ramo do entretenimento, como por exemplo, Phineas Taylor Barnum (vide Wikipédia, a enciclopédia livre)

No começo do século 19, morreu a mais celebre mulher barbada da América, Annie Jones, nascida na Virginia.

Fonte: Clicar na figura!


Voltar