ALMANAQUE.INFO - APRESENTA (continuação)

 

 

 

 

 


PREDIÇÕES ANTOLÓGICAS

Em 1542, o adivinho Olivarius predisse a existência de Napoleão I, dizendo, entre outras coisas, que seus inimigos incendiariam uma grande cidade, nela ele entraria com os seus e sairia coberto de cinzas. (Ao lado a gravura que, na época, acompanhou essa predição do incêndio de Moscou).

Provavelmente, o leitor do almanaque.info, arguto que é, saberá quando lhe aprouver, pesquisar com maior profundidade sobre histórias e curiosidades sobre os ALMANAQUES; nesse ínterim, recordemos apenas alguns episódios referentes ao assunto em epígrafe.

Em 1621, o sultão Osman desejando entrar em guerra com a Polônia, mandou chamar a sua presença um redator de almanaques, que lhe disse:

.- Deus me revela que Tua Alteza fez mal em empreender essa guerra. Este ano tua espada não saberá fazer mal a ninguem.

- É o que vamos vêr - replicou o sultão - furioso.

E com um golpe de sua cimitarra degolou o astrólogo.

No inicio do século XIX houve grande fé nas predições astrológicas.

Como se sabe, o exemplo vinha de longe. No Memorial de Sta. Helena, Napoleão confessa a credulidade já revelada pelas indiscrições de Mme. Junot em suas memórias. A imperatriz Josefina também acreditava nos pressentimentos, nos almanaques e nos feiticeiros.

Tinha confiança cega nas predições da famosa cartomante e pitonisa Mme. Lenormand e cobri-a de presentes.

Um fato curioso e impressionante, que dá razão aos crédulos, é o seguinte:

O cardeal d'Ally, em 1414 e Jean de Muller, bispo de Ratisbonne ( em 1476), escreveram, que os astros indicavam para a França em 1789, graves acontecimentos, que acarretariam tristes destinos.

Olivarius, outro astrólogo, escreveu, em 1542, uma profecia mais nítida em que anunciava para o país os graves acontecimentos de 1789, o advento de um déspota, que terá duas esposas e um só filho. Viverá guerreando, até onde se cruzam as linhas de longitude e latitude. Aí, seus inimigos, queimarão a grande cidade e ele aí entrará e sairá com os seus, debaixo de cinzas. Será constrangido a um exílio no mar e em seu lugar serão postos os reis do velho sangue de Capet.

Está provado que essas linhas foram escritas em 1542 e de fato há nelas singular previsão, da campanha da Rússia, o incêndio de Moscou, o exílio da ilha de Sta. Helena, ponto minúsculo no meio de imenso Oceano e a restauração dos reis descendentes de Hugo Capeto. (* 1)

O mesmo Olivarius predisse a volta da ilha de Elba, os Cem Dias, o advento do rei Luiz Felipe.

Em 1555, um novo astrólogo, Torquatus, profetizou a independência do Egito e a expulsão dos turcos da Europa.

PREDIÇÕES SOBRE O FIM DO MUNDO

Predições sobre o fim do mundo! Um capitulo a parte, que desde tempos imemoriais sempre instigou o povo em geral, monarcas e dirigentes em particular, cultos e leigos, iniciados e não iniciados, que por razões obvias, procuraremos enumerar as mais transcendentais e que pela sua natureza tornaram-se clássicas.

Comecemos por Heródoto, historiador grego, nascido em Halicarnasso, cognominado o Pai da História (aproximadamente 484-425 a.C) que estipulou para o mundo uma duração de 10.800 anos. Dion Cássio, também historiador grego, (cerca de 155-235), cujo legado mais importante foi uma História Romana, em estilo elegante, muito útil por sinal, foi um pouco mais generoso; calculou 13.984 anos.

Cappauch, o Holandez, em 180.000 anos.

Jean Hilton predisse o fim do mundo no ano 1651;

O ingles Wistons, 1715 ou 1716;

O visionario Paulo Felgenhaver fixou-o para 1765.

Arnauld de Villeneuve, o ano de 1795.

Kandeva para 1816.

Paretu predisse o fim do mundo no ano 5552, depois de Cristo.

Bernard de Thuringia declarou que o fim do mundo viria no ano em que o dia da Anunciação (25 de março) coincidisse com a sexta-feira da Paixão. Para adoçar a pílula, apenas por curiosidade, calculamos tais coincidencias de 1900 a 2100, encontrando as seguintes datas:

1910, 1921, 1932, 2005 e 2016

Ou seja, até o ano de 2.100, o nosso futurólogo tem apenas o ano 2016 para acertar a sua catastrófica previsão.

AD PERPETUAM REI MEMORIAM

Para perpetuar a lembrança de uma coisa, fato, acontecimento.

ALMANAQUE PERPETUO

Agradecemos ao almanaque Pridie Kalendas http://www.calendario.cnt.br pela orientação temática e pela autorização na divulgação de alguns textos da página Gênios Inesqueciveis.

Almanach Perpetuum, primeiro almanaque impresso em Portugal por Abraão Zacuto no séc.XV

Almanaque Perpétuo: o Livro de Linhagens, narração histórica dos trabalhos do povo hebreu e a respeito dos rabinos que viveram até 1500, etc.

Autor: Abraão ben Samuel Zacuto, conhecido também por Diogo Rodrigues, astrônomo, médico e matemático, nasceu em Salamanca por 1450 e morreu por volta de 1510. Foi lente de Astronomia em Salamanca, Saragoça e Cartagena. Expulso da Espanha, foi para Portugal e teve grande prestigio junto de D.Hoão II e D. Manoel, sendo nomeado astronomo e cronista. Auxiliou com os seus conselhos a viagem de Vasco da Gama e inventou vários instrumentos naúticos que veremos logo a seguir. Expulsos os Judeus de Portugal, foi para Tunes e mais tarde para a Turquia, onde morreu.

Astrolábio de metal inventado por Zacuto

" Na realidade quem foi Zacuto, esse mestre de um dos mais importantes astrólogos de D. João II, ele próprio astrólogo do Príncipe Perfeito pouco depois da sua chegada ao reino, e que participação teve na vida portuguesa, e em particular no desenvolvimento da Náutica dos Descobrimentos?
     Admite-se que a sua juventude e educação tivessem tido lugar em Salamanca, sendo discípulo de seu pai, e do famoso sábio judeu Isac Aboab. E também que, mais tarde, devido unicamente aos seus grandes conhecimentos de astronomia, tenha sido professor da então muito prestigiada Universidade de Salamanca.

Zacuto e Colombo

No entanto, apesar do prestígio científico de que gozavam muitos dos membros da comunidade judaica e do grande impulso que em geral imprimiram à sociedade espanhola do seu tempo, os Reis Católicos expulsaram os judeus de Espanha em 1492. É assim que Zacuto entre em Portugal.
     O seu Hajibbur Haganol, nome hebraico do Almanaque Perpétuo, significando compilação magna, foi escrito em hebreu ainda na cidade de Salamanca. As tábuas foram calculadas para 1473 (ano raiz) devendo o texto do Almanaque ter sido escrito entre essa data e 1478, ano ao qual o autor faz várias referências ao longo do texto. O livro foi reeditado em Leiria em 1496 e a tradução do Almanaque Perpétuo do hebreu para o latim e do latim para castelhano esteve a cargo de Mestre José Vizinho que foi discípulo do autor. Crê-se que Vizinho terá colaborado na adaptação da obra para a edição de Leiria.
     Não é um livro teórico de astronomia tratando das órbitas dos corpos celestes e das suas relações com alguns círculos e linhas inscritas nas esferas celeste e terrestre, mas antes um livro que reproduz o movimento dos astros por referência a determinadas coordenadas astronômicas designadas por efemérides.
     Durante os poucos anos que permaneceu em Portugal, Abraão Zacuto prestou à causa náutica portuguesa relevantes serviços. Foi com base nos valores do seu Almanaque que em Portugal se estabeleceram, de forma científica, os métodos astronômicos de posicionar os navios no mar e de conhecer na sua verdadeira forma e dimensão os oceanos e os continentes. Foi com base na correção dos valores do Almanaque Perpétuo e no rigor das observações astronômicas dos seus pilotos, que os portugueses abriram os caminhos do mundo.

Texto condensado a partir do original de Victor Crespo

<<<Medalha com a estampa dos três homens que tornaram a viagem de Colombo possível: Zacuto, Abravanel e Santangel

Zacuto escreveu o Bi'ur Luhot que foi traduzido pelo seu discípulo José Vizinho com o nome do Almanach perpetuum. A sua obra mais importante, intitulada: Sepher Juchasin (Livro das linhagens), foi pela primeira vez impressa em Constantinopla, no atino de 1566, e nela se encontram curiosas notícias a respeito da história religiosa da nação dos israelitas e a respeito dos rabinos que viveram até 1500 e dos violentos ataques contra o cristianismo.

 Transcrito por Manuel Amaral

Como já declinamos de forma superficial, os almanaques foram conhecidos de todos os povos da antiguidade, Egipcios, Gregos, Romanos, etc.; os Indios e os Chineses também os usaram desde tempos imemoriais

Na lista dos almanaques considerados clássicos, não podemos esquecer de dois em particular.

 EL GRAN PISCATOR DE SALAMANCA. Pelos idos de 1745 (data que temos conhecimento) já eram feitos prognósticos para todo o ano relacionados com as diversas necessidades da vida humana.

ALMANACH DE GOTHA. Anuário genealógico, diplomático e estatístico, que era editado todos os anos, em Gotha, em francês e alemão, de 1673 a 1944. Continha, além de úteis esclarecimentos administrativos e estatísticos acerca de todos os estados do mundo, a genealogia das famílias reinantes e principescas.

ALMANACH PERDURÁVEL, do século XIV

 

GRANDE GUERRA MUNDIAL - SEGUNDA

A Primeira Grande guerra mundial durou de 1914 a 1918. Para os aficionados, recomendamos visitarem o endereço abaixo.

 

Collection of Pages from French and German Popular Almanachs and Calendars

 

http://www.greatwardifferent.com/Great_War/Almanachs/

 

ALMANAQUES ALEMÃES

Consta dos anais que o primeiro almanaque (calendário) alemão impresso surgiu em 1439, editado por Hans de Gmund, em Suabia (Juan de Gamundia) encontrando-se hoje na Biblioteca do Estado, em Berlim, onde se encontra igualmente outro calendário algo posterior, produzido pelo grande astrônomo e matemático alemão Regiomontano em 1474. Estes dois, assim como os de Augsburgo (1481), Estrasburgo (de Knoblochtzer, 1483), Ulm (de Pflaum, 1499) e Erfurt (1505) são considerados calendários "perpétuos" ou tabuas com os distintos dias do ano, e com eles as letras dominicais de A a G, ciclo solar, epacta para o cálculo do plenilúnio pascoal, ciclo lunar ou número áureo, assim como os ciclos de coincidência do Sol e da Lua para calcular os dias intercalares. Com a letra dominical e o número áureo podemos encontrar neles os dias da semana para todos os anos. Todavia, "perpetuidade", na acepção da palavra, com as tábuas desses almanaques só é válida para o calendário juliano; depois de outubro de 1582, na reforma gregoriana, tais dados servem apenas para alguns séculos. Posteriormente, para a resolução de problemas envolvendo datas e períodos mais amplos, ajudando astrônomos e editores de almanaques e outros especialistas,  podemos citar o calendário de Dresde, sucessor do Calendarium perpetuum movile de Kesselmeyer, em seu tempo considerado o mais perfeito.

Tipico também é Panchronist de Schubert em Leipzig, além de outros exemplares, entre o que merece uma citação é o Zweitausendjahrige Kalendertafel de Dolarius (Bottcher) em Leipzig.

O primeiro almanaque propriamente dito foi editado em Nuremberg por Peypus em 1513 seguindo-se em 1519 os de Diez em Roistock e de Arnad em Lubeck.  Todavia, somente após transcorrido muito tempo foram editados almanaques que, juntamente com os dados propriamente cronológicos, incluíam toda espécie de indicações úteis e regionais como dias festivos, martirologio, "praticas"de almanaque, ou seja dias em que se podia sangrar, purgar, ingerir remédios ou banhos, sangrar, cobrir os animais reprodutores, bem como a precisão do tempo, tal como era demonstrado no calendário secular de Knauer. Essa publicação volta com a idéia dos antigos dias indicadores que segundo a crença popular exerciam uma influencia decisiva sobre as condições atmosféricas de um período de tempo determinado, como eram, por exemplo, a Candelária (Festa de apresentação de Nosso Senhor no Templo e da purificação da Virgem, festa em que os fiéis levam círios na procissão.) em 2 de fevereiro, os 3 santos Mamerto (Arcebispo de Viena (Gália), nascido em 474.), Pancrácio (Sobrinho de São Dinis que morreu mártir em 304, aos 14 anos) e Servacio dos dias 11,12 e 13 de maio. Com todos esses e outros dados compôs em 1654 o abade doutor Mauricio Knauer, do monastério de Langheim na Alta Franconia, seu Calendarium Oeconomicum Practicum Perpetuum, em 1701 um determinado Cristóbal de Hellwig editou um calendário secular, que com sua mescla de preceitos astrológicos e representações supersticiosas pretendia dar a precisão do tempo para um século inteiro. Este almanaque popular foi usado com freqüência e preferencialmente nos círculos dos agricultores.

Na época do chamado Iluminismo viram nos almanaques um meio apropriado para estender conhecimentos de utilidades gerais, instrutivas e de recreação, e aí se consolidou desde o século XVIII toda uma literatura de almanaque. No tempo do Romantismo, nos começos do século XIX, apareceram distintos almanaques, a partir de 1811, em que a parte propriamente cronológica passou pouco a pouco a ser considerada secundária, ocupando no lugar de destaque as poesias e reproduções de obras de arte. Dentre eles, destaca-se o editado em Gotha por Justur Perthes em 1763 e que ficou logo famoso como "almanaque genealógico". Outra curiosidade foi o "almanaque del campesino", de Estiria, que em dezeseis folhas do tamanho de naipes levava representações figuradas dos dias santos e, com exceção da capa e da última folha, no existe texto impresso, sendo perfeitamente apropriado com suas imagens multicoloridas para uso dos camponeses, que com suas excessivas horas de trabalho não podiam se dedicar com tempo as "letras impressas". Rosegger, como filho de camponeses mostra esses calendários com certa complacência artificiosa, das muitas indicações sobre este livretes. E outro domínio da literatura de almanaque constituí, finalmente, o calendário popular, amplamente estendido dentro dos redutos do povo e da língua alemã.

ALMANAQUES EUROPEUS CONTEMPORÂNEOS

 Selecionamos para esta categoria três expoentes a saber:

IL

LEONARDO

ALMANACCO DI EDUCAZIONE POPOLARE

ENTE NAZIONALE

BIBLIOTECHE POPOLARI E SCOLASTICHE

ROMA - Via Michele Mercati 4

Il almanacco è pubblicato sotto gli auspici della Direzione Generale per l'Educazione Popolare che ne cura la distribuzione gratuita alle Scueole Popolari, ai Centri di Cultura ed ai Corsi per adulti.

Desde 1952-

almanaque

BERTRAND

LIVRARIA BERTRAND -EDITORES - LIVREIROS - DISTRIBUIDORES

IMPRENSA PORTUGAL-BRASIL

 

Desde 1889

LE SEUL VERITABLE ALMANACH

ALMANACH

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PETIT MUSÉE DES TRADITIONS ET DE L'HUMOUR POPULAIRES FRANÇAIS

Desde 1890

ALMANAQUES NORTE AMERICANOS CONTEMPORÂNEOS

THE OLD FARMER'S ALMANAC

FULL MOON DAYS

The

World Almanac

and book of facts

PUBLISHED BY THE

New York World - Telegram

A SCRIPPS HOWARD NEWSPAPER

A figura da esquerda foi obtida em: http://www.cosmovisions.com/textAlmanach.htm


NOTAS DO ALMANAQUE.INFO

(*) Sacerdotes: - "Entre os povos primitivos contemporâneos, a tarefa social de observar a marcha das estações é ora confiada aos mais velhos e sábios da tribo, ora a uma só família, privilegiada por um conhecimento especial dos segredos do céu. Os primeiros vestígios da vida metropolitana no Egito, na Suméria e no Iucatan distante, testemunham todos esta antiqüíssima seleção de uma casta sacerdotal, cuja função precípua era a custódia do calendário. É erro bem grave considerar o sacerdócio primitivo como exclusivamente religioso, no sentido moderno da palavra. O sacerdócio primitivo devia sua existência à necessidade econômica de se registrar o passar do tempo e muito embora não tardasse a mesclar, com esta tarefa, crenças falsas e fantasistas, foi ele que lançou a primeira pedra de uma corporação organizada de conhecimentos científicos. Essas crenças, conquanto falsas e fantasistas, tinham muito mais em comum com uma hipótese científica, do que com o que hoje chamamos fé religiosa. Eram extraídas da experiência cotidiana da humanidade e representam os primeiros passos para uma interpretação racional da natureza.

O homem primitivo via a morte e o nascer, o sono e o despertar, os ritmos básicos da fertilidade e da decadência, refletirem-se no firmamento mutável. O surgir de novas constelações ou o aumento e a diminuição da sombra solar, anunciavam o tempo da tosquia, da sementeira, da secagem do milho. As fases recorrentes da lua coincidiam com o ritmo menstrual da mulher. O pôr do sol e a alvorada eram os sinais do sono e da tensão física do despertar. .. "

Fonte:- Maravilhas da Matemática - Lancelot Hogben (Cientista Britânico) - Editora Globo

(*1) Capeto, cognome de Hugo, primeiro rei da terceira dinastia de França, cognome que se estendeu depois a toda a raça e sob o qual Luís XVI foi oficialmente designado, depois da abolição da realeza na França.

Capetos, terceira dinastia dos reis de França, iniciada com Hugo Capeto. Divide-se em: Capetos diretos, de Hugo Capeto a Carlos IV (987-1328); Capetos Valois, de Filipe VI a Henrique III (132-1589); Capetos Borbons, de Henrique IV a Luis Filipe (1589-1848).


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