jun 25 2017

São Paulo, A Sinfonia da Metrópole (Rudolf Rex Lustig e Adalberto Kemeny 1929) – Documentário

Publicado em 10 de jan de 2015

SÃO PAULO, A SINFONIA DA METRÓPOLE, 1929, São Paulo, SP. ficha técnica: dir, arg e fot: Rudolf Rex Lustig e Adalberto Kemeny; rot: Adalberto Kemeny, João Quadros Júnior e Niraldo Ambra; fot: Adalberto Kemeny; sng: Lamartine Fagundes; mus: Gao Gurgel; let: João Quadros Júnior; red: Niraldo Ambra; cpr e lab: Rex Filme; dis: Paramount Filmes; sis: RCA; p&b, 35mm, 70 min, gen: documentário.

sinopse: “Você se orgulha de ser paulista? São Paulo, a sinfonia da metrópole é a alma da cidade que você fez com seu trabalho, cantando ao rítmo maravilhoso do mais formidável progresso! O romance da cidade! A labuta diária da grande massa anônima, que uma objetiva apanhou em flagrantes preciosos, sempre habilmente escondida dos olhos do grande público. É uma visão quase fantástica que se desenrola aos nossos olhos como um sonho, ora alegre, ora triste, mas sempre agradável porque mostra a cidade que nós construimos para orgulho nosso e para glória e exemplo do Brasil novo”. “A cidade de São Paulo no final da década de 20. Urbanismo, moda, monumentos públicos, industrialização, fatos históricos, expansão do café, educação, o burburinho do cotidiano”.

comentários: Este filme registra a cidade, no fim da década de 20, como o cotidiano da metrópole, a vida das pessoas, o ritmo frenético das ruas. Em 1933 foi relançado em versão sonora com o título São Paulo em 24 Horas. No início dos anos 90 a cópia foi recuperada e remasterizada, sendo exibida em salas especiais. “Baseada no clássico Berlim – sinfonia da cidade, os húngaros Adalberto Kemeny e Rodolfo Lustig, donos de um dos melhores laboratórios de cinema com que contávamos na época, produziram essa jóia insólita, num país que ainda hoje menospreza o documentário, como gênero menor. Pouco antes, aparecera trabalho semelhante do brasileiro Alberto Calvancanti sobre a cidade de Paris em O Homem e a Câmara, de Dziga Vertov sobre Moscou. Fazendo uma panorâmica na capital de São Paulo, mostra o jornaleiro e o magnata, o banco e a espelunca, o carro e o bonde. Poucas vezes chega ao âmago do social alcançado pela equipe de Berlim. É mais delicado, usa luvas de pelica, cavalheirescamente, com a educação do estrangeiro que julga que não deve se meter em negócios alheios. Junto com Fragmentos da vida, é o único material iconográfico dos anos 20 que nos restou de cinema. Quando a TV precisa de algo da época, é sempre este material que aparece na telinha. Foi lançado no Cine Paramount, o melhor que tínhamos no momento, dando bem a idéia de que, se o filme fosse bom, seria lançado até em cinema que os americanos construíram para lançamentos exclusivos.” – comentário do professor Máximo Barro. (fop: d-16)

FONTE: DICIONÁRIO DE FILMES BRASILEIROS – Antônio Leão da Silva Neto

FILME EM DOMÍNIO PÚBLICO.

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